terça-feira, 23 de junho de 2015

Hapvida faz grávida passar Três dias com o feto morto na barriga


cidade
Mais uma vez a  Hapvida cometendo erros graves, e não é de hoje que o hospital é conhecido pelo desprezo com seus clientes. Desta vez, a família da grávida acusa a médica do hospital pela morte do bebê, por conta do gravíssimo que cometeu.

O tio de Graciane da Silva, na última quinta-feira (18) ela procurou a unidade da Hapvida para exames pre-natais de rotina, já que estava com oito meses de gestação. Ao ser atendida pela médica Juliana Yong, foi informada que apresentava um quadro de anemia e que por isso ia lhe ser ministrado um medicamento.
 Depois que tomou o remédio, Graciane foi para casa e começou a se sentir mal, segundo o tio da vítima. Foi então que a grávida resolveu voltar ao hospital, onde novamente lhe foi dada uma dose de outro medicamento, mas com a mesma fórmula, tudo de acordo com relato.

Segundo Clay, após essa segunda dose, Graciane começou a perceber que sua barriga estava endurecendo e causando dores abdominais. A grávida resolveu voltar outra vez ao hospital e, ao ser atendida pela equipe médica, lhe foi comunicado que o bebê estava morto em seu ventre. E que deveria procurar outro hospital para a sequência do atendimento.

No dia seguinte, na sexta-feira (20), Graciane foi levada pelo tio ao mesmo hospital, e aí já foi atendida por outro médico, que teria se negado a fazer os procedimentos para a retirada do feto morto por não ter sido o responsável por isso.

De acordo com Clay, e diante da insistência da família para que o hospital desse a assistência devida a Graciane, lhe foi cobrado então que assumisse todos os riscos que correria no procedimento cirúrgico para retirada do feto, assinando um documento. Segundo foi informado à vítima, ela poderia contrair uma infecção devido ao líquido que já estaria apodrecido em seu útero.

Após o jogo de empurra e a polêmica que se estabeleceu, a cirurgia foi feita, mas somente no domingo, dia 21, portanto, três dias depois que o feto foi dado como morto na barriga da mãe.

Iniciou-se a partir daí uma nova batalha, que foi obter o laudo médico que comprovasse a causa da morte do feto. A família acusa a Hapvida de que nenhum dos médicos que atenderam a grávida queria assinar o documento necessário para os procedimentos normais de sepultamento.

Resultado: depois de três dias morto na barriga da mãe, a família de Graciane ainda teve de velar o natimorto por dois dias, até o sepultamento que aconteceu nesta segunda-feira (22).

De acordo com o tio da vítima, a família vai à Justiça buscar os direitos para reparar os danos causados pelo que acreditam ser um erro médico o fato de a mãe ter perdido o bebê que já estava prestes a nascer.

Em 2013, a 9ª Vara do Juizado Especial Cível já havia condenado a mesma Hapvida e o hospital São Lucas a pagar indenização de quase R$ 40 mil a uma usuária grávida por danos morais.

“A vida é o mais importante de todos os direitos, sem o qual não há que falar em nenhum outro direito. Como pode alguém prestar um serviço de saúde e demonstrar total menosprezo pela vida humana, tanto de uma mãe, quanto de um nascituro que estava para nascer, este fato trazido ao juízo é tão grave que dispensa qualquer consideração para provar que não foi um mero aborrecimento. Nesse sentido não tenho dúvida do ato omissivo proposital perpetrado por agentes dos dois réus”, escreveu o magistrado na sentença contra a Hapvida à época.  

Fonte: Portal do Zacarias

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